segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Sobre o apoio à retomada Guarani da Ponta do Arado ou à causa indígena de forma geral (por Douglas Freitas)

FONTE: https://www.sul21.com.br/opiniaopublica/2019/01/sobre-o-apoio-a-retomada-guarani-da-ponta-do-arado-ou-a-causa-indigena-de-forma-geral-por-douglas-freitas/

Publicado em: janeiro 18, 2019




Douglas Freitas (*)

Airton Krenak, da etnia Krenak (assolada pela lama tóxica no Rio Doce, maior crime socioambiental da história, das empresas impunes Samarco/Vale do Rio Doce), certa feita, em uma aula inaugural da UFRGS em 2017, comentou sobre o fato da luta pela demarcação de terras indígenas ser uma medida de garantia para os povos, mas ainda assim ser uma medida colonial, por legitimar a demarcação, o limite, a fronteira, referenciais territoriais do homem branco. Essa discussão complexa parece tão distante no contexto em que vivemos no Brasil, em que, há anos, as demarcações já não vinham acontecendo como reivindicadas e que, atualmente, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o cenário já piorou, no nível de demarcações já feitas serem revistas e terras indígenas serem invadidas por pistoleiros e madeireiros.

No entanto, a fala do Ailton Krenak me despertou um sentimento de que, às vezes, a luta mais progressista pode trazer uma essência colonialista, tanto no âmbito individual quanto coletivo (partidário, sindical). A provocação de Airton coloca em questão o nosso repertório e postura de atuação nas lutas, principalmente nas de apoio aos povos originários. Essa sensação me voltou neste começo de ano, após o novo governo assumir, ao ver o crescimento nas redes sociais do apoio dado aos povos indígenas após as invasões de territórios no Pará, no Maranhão e, aqui em Porto Alegre, do suporte que vem sendo dado aos guaranis mbya da Retomada da Fazenda da Ponta do Arado no Belém Novo.

No domingo dia 13, aconteceu a vigília na Praça do Belém Novo em solidariedade aos guaranis após serem atacados, na madrugada de quinta para sexta, por tiros disparados por dois homens encapuzados. Segundo os indígenas, os atiradores seriam seguranças da Zeladoria CFV, que presta serviço a Arados Empreendimentos Imobiliários, megaempreendimento que disputa o território com os mbya.

Nesta quarta, dia 16, outro ato, puxado por lideranças indígenas de aldeias de Porto Alegre e região e que teve uma caminhada do Incra até o Ministério Público Federal, também denunciou o ataque e, ainda, repudiou as medidas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de transferência de responsabilidades da Funai para o Ministério da Agricultura, inclusive a da demarcação de terras. Em ambos os atos, bandeiras, faixas e falas de coletivos políticos, independentes ou vinculados a partidos.

Na vigília, vi pessoas com camisetas de outras lutas, inclusive a de “Lula Livre”. Bolsonaro é a barbárie para os povos originários, isso é indiscutível e precisa ser combatido. Mas é preciso lembrar a nulidade do do governo petista na garantia dos territórios indígenas e de novas demarcações. Pelo contrário, inclusive pondo em risco vidas, como no caso da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Após o ataque aos indígenas da Ponta do Arado, apoiadores estão se revezando para pernoitar na retomada. Decisão tomada pelos guaranis. Na quarta (16), a Brigada Militar foi chamada pelos seguranças da Zeladoria CFV para intervir e questionar a presença dos brancos no território. Os policiais atenderam o chamado, ficharam os dois apoiadores presentes, ameaçaram de os levarem para fazer uma ocorrência na 21º Delegacia de Polícia, que está acompanhando o caso. Depois de muito papo, de os apoiadores garantirem que era um direito estar ali, de informarem que estavam amparados por uma rede de apoio, os policiais foram embora. Durante a conversa, um investigador à paisana perguntou se os dois apoiadores faziam parte de algum coletivo político, como por exemplo o CPERS (sindicato dos professores estaduais do Rio Grande do Sul). Esta pergunta é emblemática.

É preciso dizer que repudio toda e qualquer perseguição política, seja da polícia, seja de grupos fascistas reais e virtuais, aos coletivos e partidos que apoiam os guaranis. Não é isso que guia minha reflexão, mas o cuidado de não nos apropriarmos e de garantirmos o protagonismo dos indígenas na luta. Também considero importante o apoio dado através das articulações, solidariedade, doações e presença corporal. O que questiono é a necessidade de demarcar a presença dos coletivos, com camisetas, bandeiras e faixas, sempre com os logos dos respectivos grupos. Não podemos nos permitir usar a luta dos povos originários para angariar visibilidade política e projeção.

No âmbito individual, é preciso estarmos sempre atentos no que diz respeito ao nosso apoio à luta, neste momento, dos mbya guaranis na Ponta do Arado ou à luta indígena de forma geral. Ao risco constante de assumirmos uma conduta colonizadora ou apropriadora da luta. É preciso lembrar, nos autolembrar, a todo instante, que o protagonismo da luta é dos guaranis. Estamos apoiando. É necessário escutá-los com atenção, com o ouvido consciente que o tempo de fala e o valor dado à palavra são outros. É preciso estar atento à postura de estar fazendo “caridade”. É preciso estar atento à nossa autopromoção nas redes sociais (se autoagregar capital social entre amigos ou relações com outras pessoas brancas se valendo da luta dos povos originários, mesmo sem se dar conta disso).

Trago essas reflexões, que também me faço, com muito respeito à luta e ao apoio das pessoas autônomas e dos coletivos que estão do lado dos guaranis e dos povos indígenas do Brasil. Contudo, enquanto levantamos bandeiras e trazemos conosco todos as nossas disputas, acúmulos, nossas forças e nossos desgastes de outras lutas e disputas – inclusive a eleitoral -, o corpo que está em jogo não é o nosso, o território que está em jogo não é o nosso. São desafios que se colocam nesse momento de reorganização das prioridades. Do surgimento de novos apoios. Os povos originários nunca deixaram de lutar.

(*) Jornalista e fotógrafo independente

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ailton Krenak media encontro gratuito, no Rio de Janeiro, para conectar saberes científicos e ancestrais

Num momento tão conturbado como este que vivemos no país, nada mais auspicioso do que poder parar e refletir sobre a vida, ouvindo pesquisadores e pensadores de culturas que, aparentemente parecem distantes, mas se conectam em inúmeros pontos. É isto que acontecerá durante três dias – 13, 14 e 15 de novembro – no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com a mediação preciosa do indígena Ailton Krenak.

Este encontro lindo tem o nome de Selvagem – demais! – e será um Ciclo de Estudos sobre a Vida. A ideia partiu da editora Anna Dantes que convidou antropólogos e pensadores como o canadense Jeremy Darby e a antropóloga belga Els Larou, alem do indígena Torami-Kehiri, do povo Desana, e o xamã Moisés Piyãco, entre outros. Sob a “regência” do líder indígena Krenak, eles farão conexões entre os saberes científicos, acadêmicos, indígenas e ancestrais.

E 2002, a ONU reconheceu a necessidade de avançarmos no dialogo entre o conhecimento cientifico e os sistemas de conhecimento e dos valores indígenas e locais. Percebido como essencial para pavimentar os passos do planeta em direção à sustentabilidade, esse diálogo começou a ganhar contornos de ação na forma do Painel Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Sistêmicos (IPBES), criado pela ONU em 2011. Ele é pautado pelo principio de “reconhecer e respeitar a contribuição do conhecimento indígena e local à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas”. E assim será Selvagem.

Em Selvagem, a experiência do encontro se realizará também no campo musical. A música circulará pelo ambiente e envolverá as falas dos participantes, todos os dias. Músicos como Antonio Arvind (hang drum) e Tércio Araripe (na foto abaixo, à esquerda), da Orquestra de Barro Uirapuru, criarão ambiências sonoras para as palestras, apresentando frases musicais entre as falas dos participantes.

Interessante saber que Tércio vem desenvolvendo práticas musicais e de cerâmica na confecção de instrumentos para perpetuar a cultura ancestral do barro no povoado de Moita Redonda, no Ceará.

Já Ayani e Batani (na foto acima) trazem da floresta cantos tradicionais Huni Kuï para que todos se conectem com sua essência. Elas são mestres artesãs e lideranças do rio Jordão. Ayani é filha do pajé Agostinho Ika Muru, organizador de Una Isi Kayawa, o livro da cura do povo Huni Kuï, do qual falo mais adiante.

Veja a programação resumida, abaixo:

13 DE NOVEMBRO

Viagem ao Centro da Vida – 10h às 12h
A vida e a rede da qual fazemos parte, mas também o nosso espaço interno e como ele se conecta com o universo exterior. Microcosmos e Macrocosmos.


A serpente e o DNA – 14h às 16h
Correspondências entre o conhecimento nativo e a ciência.

Após pesquisar sobre as plantas junto ao povo Ashaninka, na Amazonia peruana, para seu doutorado em antropologia, o canadense radicado na Suíça Jeremy Narby (na foto acima, à direita) desenvolveu hipótese que relaciona as serpentes dos mitos originais com o DNA presente em toda forma de vida. A conversa inspirada no livro A Serpente Cósmica, o DNA e a Origem do Saber contará com o autor, o astrobiólogo Gustavo Porto de Mello, da UFRJ, e Moisés Piyãki, respeitado xamã do povo Ashaninka e conhecedor das tradições espirituais.


Lançamento do livro MBAÉ KAÁ, o que tem na mata – 17h

Trata-se da Botânica Nomenclatura Indígena, de João Barbosa Rodrigues, uma contundente defesa do conhecimento nativo diante do meio científico. Mesmo com o vocabulário da época e das perspectivas do inicio do século portanto, defasadas, é um livro fundamental que reconhece a sabedoria indígena no Brasil e no mundo.

Dantes quis atualizar essa memória, esticando-a aos dias de hoje, e encontrou o que buscava no epicentro do Jaraguá, em São Paulo, em uma aldeia urbana do povo Guarani. A nova edição do livro de Rodrigues foi ilustrada com desenhos feitos por crianças, jovens e adultos Guarani, durante uma oficina em setembro de 2018 na aldeia Pyau. A publicação tem notas atualizadas, apresentação assinada por Sergio Besserman e introdução de Fabio Rubio Scarano.


14 DE NOVEMBRO

Da Planta ao Planeta – 10h às 12h
A consciência do mundo e a consciência das plantas são inseparáveis. As plantas, que tornaram possível a vida sobre a terra e no mundo, encontraram a fórmula para transformar a energia solar em matéria. Esta conversa versará sobre a engenharia planetária das plantas, o mundo ligado ao cosmos e onde nós também habitamos.


Plantas Mestras – 14h às 16h
Nesta conversa, três estudiosos do conhecimento tradicional compartilham aprendizados, experiências e entendimentos junto a cientistas da natureza, os pajés. São eles:

Alexandre Quinet, doutor em Ciências Biológicas pela UFRJ e pesquisador do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do RJ, com experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia. Organizou, junto com o pajé Agostinho Ika Muru a publicação Una Isi Kayawa – Livro da Cura do povo Huni Kuin do rio Jordão. E Els Lagrou, antropóloga belga, professora da UFRJ. Veio ao Brasil para estudar os povos ameríndios, e se tornou mestre e doutora em Antropologia Social, com especialização em Antropologia da Arte. Publicou livros sobre os indígenas Kaxinawá e a arte indígena no Brasil. Como curadora, organizou no Museu do Índio a exposição No Caminho da Miçanga (2015) com peças de povos indígenas do Brasil e Américas, até Ásia e África. E, por fim, Pedro Luz, antropólogo e etnobotânico, autor do livro Carta Psiconautica sobre 44 espécies de plantas psicoativas e realizador das pesquisas etonobotânicas para o livro Una Isi Kayawa, de Quinet.
15 DE NOVEMBRO

Este será um dia dedicado a oficinas:

Plantio de Horta – 10h às 12h
Oficina aberta ao público, será realizada pela equipe do programa socioambiental do Jardim Botânico.

Aula de Guarani e Oficina de Desenho – 14h às 16h
Aberta ao público, a primeira será ministrada por Davi Karai Popygua e comitiva, e se completa com a oficina de desenho de plantas. A ideia é integrar a aula da língua Guarani com a oficina de desenho para que possa ser editado um glossário vivo do encontro.

Todo o encontro será fotografado e filmado e registros importantes de cada fala serão publicados na internet. Acompanhe por sua página no Facebook.

FONTE: http://conexaoplaneta.com.br/blog/ailton-krenak-media-encontro-gratuito-no-rio-de-janeiro-para-conectar-saberes-cientificos-e-ancestrais/?fbclid=IwAR3m4oh139hWqLdOC8gvkp8tBpSwLCUsyB2dXgpCwCQnkMhjKtJwWftmXi0


Mônica Nunes
Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Nota de pesar

É com todo pesar que venho trazer a triste notícia do falecimento do filho mais velho do líder Ailton Krenak, Kremba Krenak. Fato ocorrido no dia 15 de agosto de 2018.

As pessoas são insubstituíveis em sua existência, e quando são especiais, além da falta que fazem àqueles que as amam, deixam o mundo mais pobre. Sem as pessoas que amamos, o mundo perde um pouco do seu brilho, alegria e cor.

Não existem palavras para expressar os sentimentos. Peço a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor. Que a luz e o amor divino pairem sobre a alma de quem sofre esta imensurável perda, e os console e lhes dê serenidade para atravessar esta tempestade.

A Deus peço também que dê a Kremba Krenak o merecido repouso eterno em seu reino. Muito respeitosamente, presto condolências e deixo os mais sinceros pêsames.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Testemunha da História, nova série da TV Senado, estreia nesta sexta (03/08/2018)

A TV Senado apresenta nesta sexta-feira uma nova série, com o relato de jornalistas, fotógrafos e parlamentares sobre episódios marcantes da história recente do país. São pessoas que estiveram nos corredores, no Plenário, nas salas ou no cafezinho do Congresso quando importantes decisões e reviravoltas políticas aconteceram no Brasil. Cada programa é narrado por um desses personagens no cenário onde ele(a) presenciou os fatos históricos.

Embora o foco da série seja a Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1987 com a missão de reescrever a Constituição brasileira, os dois primeiros episódios recuam um pouco mais no tempo para resgatar a vida do país sob o regime militar. A produção faz parte das comemorações dos 30 Anos da Constituição e estará disponível também no canal da TV Senado no YouTube e na sua página no Facebook.



Testemunha da História - Agosto

Toda sexta no Senado Notícias – Revista (19h30)

13 episódios de 5 minutos

03/08 Orlando Brito – fotógrafo

Orlando Brito, que desde 1965 registra momentos importantes da política nacional, narra o episódio em que ele entrou com sua câmera escondida no Plenário da Câmara em 1977 para fotografar o fechamento do Congresso

10/08 Expedito Filho – jornalista

Repórter do Jornal de Brasília em 1984, Expedito Filho relembra o clima que tomou o país à época das Diretas Já e conta como foi a noite de votação da Emenda Dante de Oliveira, quando a proposta de eleições diretas para Presidente da República foi derrotada

17/08 Sônia Carneiro – jornalista

Sônia Carneiro era repórter da Rádio Jornal do Brasil quando a Assembleia Nacional Constituinte iniciou seus trabalhos. Nesse episódio ela resgata as memórias daquele momento histórico e fala do papel crucial da imprensa para mobilizar a sociedade

24/08 André Dusek – fotógrafo

André Dusek é autor de imagens lendárias da nossa história recente. Uma delas é a foto de José Sarney num palanque, entre os militares, em julho de 1988. Nesse episódio o fotógrafo conta a história por trás da foto

31/08 Zuleika de Souza – fotógrafa

Zuleika de Souza registrou incontáveis momentos da Constituinte. Nesse episódio ela fala do clima vivido naquele período e narra a história da memorável imagem do protesto do líder indígena Ailton Krenak no Plenário em 1987

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


FONTE:

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Arte Serrinha terá semana de culturas ancestrais

Bené Fonteles conduz residência artística em oca xinguana e Ayrson Heraclito fará performance na Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista


Márion Strecker




PUBLICADO EM: 23/07/2018



O Festival Arte Serrinha, que há 17 anos acontece numa fazenda de Bragança Paulista (90 km de São Paulo) entra em sua terceira semana com oficinas de Bené Fonteles (Oca Oco), Marcelo Rosenbaum (Design para Humano), Jean Paul Ganem (Land Art com Plantas), Elisa Stecca (Objetos Preciosos, Adornos e Relicários) e Rafaela Rossi (Cerâmica).

Na próxima sexta-feira (27/7/18), às 20h, será realizada na oca xinguana que há na fazenda uma conversa pública intitulada Culturas Ancestrais, com a participação de Ayrson Heraclito, Tiganá Santana, Ailton Krenak, Marlui Miranda, Pai Bil e Jonathas Andrade.

No sábado (28/7), às 16h30, Ayrson Heráclito fará a performance Presente das águas, com entrada gratuita. Às 23h59, Mariana Aydar convida Felipe Cordeiro com sua Veia Nordestina para show (ingressos pelo site www.galpaobuscavida.com.br).

O festival é dirigido por Fabio Delduque e acontece na antiga fazenda de café de sua família, atualmente em trabalho de conservação ambiental e com projetos de reflorestamento em curso. O tema escolhido para o festival este ano foi “Quem somos nós”.

O Festival Arte Serrinha acontece sempre no mês de julho, com agenda de eventos para todas as idades, alguns pagos, outros gratuitos. Este ano, o festival, que se encerra no domingo (29/7), já promoveu oficinas com Dudi Maia Rosa, Luiz Hermano, Vera Hamburger, Cássio Vasconcellos, Gero Camilo e a chef Daniele Dahoui, entre outros.

Algumas atividades acontecem em locais próximos à fazenda Serrinha, como o Teatro Rural e o Galpão Busca Vida. Esses locais ficam próximos às margens da represa Jaguari-Jacareí.

Na fazenda Serrinha, ao longo dos anos diversos artistas criaram e instalaram trabalhos ao ar livre. São eles: José Roberto Aguilar, Eduardo Srur, Fernando Limberger, Hugo França, Lucas Bambozzi, Bené Fonteles, Luiz Hermano, Marcos Amaro, Gustavo Godoy, Humberto Brasil, coletivo Bijari, Jean Paul Ganem, Laura Gorsky e o próprio Fabio Delduque. A fazenda permite visitação a todos esses trabalho, numa caminhada que inclui visitas para a represa.

Mais informações pelos sites: fazendaserrinha.com.br e arteserrinha.com.br


FONTE: https://www.select.art.br/arte-serrinha-tera-semana-de-culturas-ancestrais/

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Canal Curta! traz a trajetória do líder indígena Aílton Krenak em filme sobre sua vida

O destaque da grade chamada de "Sexta da Sociedade" do Curta! na próxima semana será o líder indígena Aílton Krenak. A partir das 20h do dia 20 de julho, o canal estreia o documentário "Aílton Krenak e o Sonho da Pedra", de Marco Altberg.

O longa percorre as diferentes fases e facetas da vida e da luta do índio da tribo Krenak, que percorreu o mundo com o objetivo de promover e preservar as culturais originais brasileiras. Destacam-se, na sua trajetória, momentos como seu discurso na Assembleia Constituinte em 1987. Na ocasião, Aílton falou em defesa dos direitos dos índios e pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo, tradicional costume indígena brasileiro.

A obra foi produzida com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual e conta com depoimentos de nomes como Vincent Carelli, Álvaro Tukano, Darcy Ribeiro, Juca Ferreira, Mário Juruna e Marcos Terena.



Fonte: http://telaviva.com.br/12/07/2018/canal-curta-traz-a-trajetoria-do-lider-indigena-ailton-krenak-em-filme-sobre-sua-vida/

domingo, 15 de julho de 2018