quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Crônicas de um ativista socioambiental

13.01.2020


Mundo

Crônicas de um ativista socioambiental
13.01.2020


Livro de Marcio Santilli, sócio-fundador do ISA, reúne histórias e bastidores da defesa dos direitos dos povos indígenas nos últimos 40 anos

Uma inspiração para seguirmos resistindo chega à loja virtual do ISA. Subvertendo a gramática e outras crônicas socioambientais, livro de Marcio Santilli, sócio-fundador do Instituto Socioambiental(ISA). Em tempos de ataques sistemáticos aos direitos indígenas e de desmonte das políticas socioambientais conquistadas ao longo dos anos, as crônicas são um alento para quem as lê. Elas levam ­­ o leitor em uma viagem por um Brasil megadiverso, e pela diversidade de suas gentes.

De um jeito leve e bem humorado, Santilli conta histórias de bastidores vividas durante a Constituinte de 1986-1987, sobre o "capítulo dos índios" na Constituição, após duas décadas de ditadura, e do surgimento da sociedade civil organizada durante a redemocratização, incluindo a fundação do ISA. Relembra muitos embates e chega até os dias de hoje com a atuação da bancada ruralista e a eleição de Jair Bolsonaro.


As crônicas resgatam, de um ponto de vista muito particular e atuante, o Brasil em processo de redemocratização, com populações historicamente oprimidas e marginalizadas resgatando parte de seus direitos fundamentais. O autor lembra, por exemplo, do ato de protesto do jovem Ailton Krenak, hoje respeitada liderança indígena, durante as sessões da Constituinte, pintando a cara de preto para chamar a atenção dos deputados; a atuação do coronel Jarbas Passarinho, ex-ministro da Educação na ditadura militar, que foi deputado constituinte, e - quem diria - o responsável por emplacar o conceito de "terras tradicionalmente ocupadas pelos índios", no texto final da Constituição de 1988.

Foi Passarinho também que, quando ministro de Fernando Collor, realizou a demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992. O histórico encontro dos Povos da Floresta, em Altamira (PA), em 1989, como parte da mobilização indígena contra a construção da suína de Karararô, atual Belo Monte, também está nas crônicas de Santilli.

O episódio do deputado indígena Mario Juruna devolvendo dinheiro para o deputado Paulo Maluf também é recuperado. Em 1985, ainda durante o regime militar, às vésperas da eleição pelo Colégio Eleitoral do próximo presidente da República, Maluf era um dos candidatos e tentou "comprar" Juruna. Alertado que, se ficasse com o dinheiro, seria considerado corrupto, Juruna chamou a imprensa e, dentro de uma agência do Banco do Brasil no Congresso Nacional, devolveu o dinheiro que recebeu de Calim Eid, assessor de Maluf, e que ele chamou de "dr. Calinheiro". Tanto o caixa como o gerente ficaram perdidos sem saber o que fazer já que Calim Eid não tinha conta ali.

Ativista desde a juventude, Santilli foi eleito deputado federal pelo MDB (1983-1987). Militou no Núcleo de Defesa dos Indígenas (NDI) e fundou o ISA em 1994 com um grupo de pessoas oriundas de movimentos ambientais e de defesa dos direitos humanos. Em uma das crônicas, Márcio conta como foi se consolidando a ideia do nome "socioambiental" - que expressasse não a junção de social com ambiental, mas a síntese entre ambos. Pelas regras da língua portuguesa, "socioambiental" tinha hífen, que os fundadores do ISA decidiram abolir, subvertendo a gramática. Socioambiental se escreve junto!

Santilli também foi o autor de proposta, com outros pesquisadores, para remunerar países que conseguissem reduzir o desmatamento em suas florestas tropicais, hoje um dos principais mecanismos internacionais para combater a crise climática. Em 2009, foi agraciado com o prêmio Herói do Meio Ambiente, concedido pela prestigiada revista britânica Time. Além de ser autor de dezenas de artigos, é autor do livro Os Brasileiros e os índios, de 2000.

As crônicas de Santilli mostram que vale a pena resistir e seguir em frente. Um exemplo nesses tempos obscuros e de retrocessos em que o país está mergulhado.

O livro está à venda na loja virtual do ISA.

Ficha técnica:

Subvertendo a gramática e outras crônicas socioambientais
Autor: Marcio Santilli
Edição: Instituto Socioambiental
ISBN: 9788582260777
Páginas: 120
Preço: R$ 30,00

Marcio Santilli

Crônicas Socioambientais

Amazônia

Maria Ines Zanchetta

ISA



https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/cronicas-de-um-ativista-socioambiental

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A humanidade que pensamos ser

Como conectar duas humanidades tão distantes: a que enxerga o rio como divindade e o que a enxerga como insumo?

CLAUDIA PENTEADO*
26 DEZ 2019 - 13H08 ATUALIZADO EM 26 DEZ 2019 - 13H08

Ailton Krenak demorou alguns anos para aceitar cruzar o oceano e ir a Portugal. Imagino o que representa para um homem indígena do Brasil, não só hoje mas em qualquer tempo, pisar na terra dos homens brancos que aportaram nos trópicos com suas ideias civilizatórias pré-concebidas, procurando enquadrar o que rapidamente rotularam de sub-humanidade atrasada e selvagem no seu próprio modelo. Mundo afora, no curso da história, homens brancos de diferentes origens (principalmente europeia) "evoluíram" e se "civilizaram" ao "dominar" a natureza e adquiriram uma espécie de licença para definir regras e comportamentos sobre o modo ideal e correto de existir no planeta.


Curiosamente, foi de palestras e entrevistas dadas em Portugal que nasceu uma pequena preciosidade em forma de livro, "Ideias para evitar o fim do mundo", com as ideias do ativista — hoje reverenciado por muitos — a respeito do Antropoceno, como alguns cientistas denominam a época que vivemos hoje, justamente definida como aquela em que os humanos substituíram a natureza como a força ambiental dominante na Terra. No seu pequeno grande livro, Krenak escancara o estranhamento diante desta humanidade — que definitivamente é outra, e não a dele — que se apartou da natureza, deixando de enxergar a si própria como parte dela e, portanto, de respeitá-la, para transformá-la em insumo.


"O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno", afirma Krenak. De alguma forma, a humanidade se apegou ao imaginário coletivo da terra como a grande mãe, com sua teta eterna provendo alimento ad-infinitum, farta, próspera e amorosa, sempre disponível.

O povo indígena Krenak, do qual faz parte o ativista, vive em uma área demarcada em Minas Gerais às margens do rio Doce, profundamente atingido pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, em 2015. O rio hoje morto pelos humanos "civilizados" era sagrado para os Krenak. Chama-se Watu, avô do povo — uma pessoa, portanto, e não um recurso. Isso dá uma dimensão da distância entre valores dessas diferentes humanidades. "Quando despersonalizamos o rio, a montanha, quando tiramos deles os seus sentidos, considerando que isso é atributo exclusivo dos humanos, nós liberamos esses lugares para que se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista", escreve.

O livro de Krenak é de grande valor por diversos motivos, e chamou especialmente a minha atenção sua reflexão sobre o desafio de conectar humanidades tão díspares — a que se considera a verdadeira humanidade superior à natureza e orientada pelos rumos calculados da ciência, e as sub-humanidades como os Krenak, que nunca se enquadraram nos moldes idealizados e cristalizados por centenas de anos. E eis que estamos aqui, todos juntos, humanidade e sub-humanidades, rumando em direção ao mesmo abismo.


Diante da iminência da queda — que já vem ocorrendo faz tempo, mas agora em ritmo mais acelerado — Krenak propõe a todos o uso de pára-quedas coloridos. É sua proposta simbólica para a humanidade que dominou o planeta, de reconexão com a natureza e com a humanidade dos Krenak, iniciada na tradição de sonhar. Krenak propõe que se avance para o lugar do sonho para visitar outra ordem de vínculo com o mundo, bem distanciada da metáfora de natureza criada para consumo humano. Para os "quase humanos", como costumam ser rotulados os Krenak, o mundo tem outra potência. E fazer a humanidade enxergar esta potência talvez possa ajudar a salvar a todos.

Krenak acredita que talvez a única maneira de promover alguma conexão entre humanidades tão díspares é a via da subjetividade, acessando lugares distanciados do racional, onde os afetos se conectam.

Diante disso, venho refletindo bastante sobre a viabilidade do chamado "novo capitalismo" que tanto se discute hoje. Seria um novo olhar por parte das pessoas e suas empresas, baseado em uma economia "sustentável". É interessante como Krenak chama atenção inclusive para o termo "sustentabilidade", criado pela humanidade com um sentido utilitário. Vale refletir sobre o que precisa, afinal de contas, ser sustentado. A exploração em nome do desenvolvimento e da economia capitalista? O ciclo exploratório interminável da natureza como recurso, sem que "a grande teta" seque jamais?


O novo capitalismo parte das bases do capitalismo inventado por essa humanidade que está aí, a mesma que criou o conceito de sustentabilidade — e que ainda sustenta a ideia da natureza como recurso, mesmo que de maneira mais consciente. E ainda se sustenta sobre a ideia da hegemonia e superioridade do homem — e de sua técnica, sua ciência, sua economia, sua produção, seu capital, seu lucro. É com isso que devemos lidar.

Penso sempre no imenso dilema de CMO's diante do desafio de buscar o equilíbrio entre entregar resultados e encontrar o propósito que justifique o que sua empresa faz, e um jeito de estar no mundo menos danoso ao meio ambiente, cuidando do impacto social que ela gera.

As mesmas empresas que no passado agiram como bem entenderam em nome dos seus objetivos financeiros e frequentemente contribuindo para excessos consumistas hoje se deparam com novas regras gerais no ambiente e, principalmente, gerações de "consumidores" que esperam algo diferente delas — e desconfiam um bocado desse tal de "marketing". O livro e o movimento "Good is the new Cool", de Afdhel Aziz e Bobby Jones, é resultado dessa busca pelo resgate de sentido da profissão do marketing e do dilema que a acompanha: como ser bons profissionas e bons cidadãos, ao mesmo tempo?


Certamente hoje a maioria de CMO's e profissionais sérios envolvidos na missão de dar voz às marcas se preocupa em causar algum impacto positivo ao planeta, e vem procurando fazer o que é possível, com altíssimas doses de frustração envolvidas. Fundamental, mesmo, é enxergar seu quinhão de responsabilidade para com o abismo diante do qual nos encontramos e com o qual todos contribuímos, cada um a sua maneira. Como diz Krenak, encomendamos há 200, 300 anos este mundo em que estamos vivendo. O pacote chegou, e está aqui. É com ele que temos que lidar. E a pergunta é: que mundo estamos empacotando agora, para deixar para as próximas gerações? Como diz Krenak, "a gente vive reclamando, mas essa coisa foi encomendada, chegou embrulhada e com o aviso: 'depois de abrir, não tem troca'."

Sempre bom lembrar e refletir sobre a humanidade que pensamos ser, e a humanidade que queremos ser. Feliz 2020!

*Claudia Penteado é jornalista, estuda comunicação, filosofia e literatura, mora no Rio de Janeiro e acredita em capitalismo consciente. É leonina, mãe da Juliana e prefere ler livros em papel.

FONTE: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Marketplace-ideias-e-inovacao/noticia/2019/12/humanidade-que-pensamos-ser.html

sábado, 30 de novembro de 2019

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Natureza Viva comemora o Dia do Rio

Para o povo Krenak a natureza é parte da família. O Rio Doce por exemplo é o avô: WUATU, na língua indígena
Natureza Viva
No AR em 24/11/2019 - 11:48

Comemorando o Dia do Rio, o Natureza Viva conversou com o líder indígena Ailton Krenak sobre a relação de seu povo com a natureza. Para eles os rios são nossos avós ou WUATU, na língua indígena. Também ambientalista e escritor, Aílton acaba de lançar mais uma obra, o livro "Ideias para adiar o fim do mundo".

No livro, ele fala sobre a importância dos vínculos profundos que os indígenas têm com a memória ancestral e com a natureza. Para eles, o homem e o meio ambiente não estão separados, por isso, as pedras, as montanhas, as árvores e os rios são tratados como membros da família.

O também ambientalista e escritor saúda o Rio Doce

Ailton é um dos mais importantes líderes indígenas do país

OBS: Acompanhe o bate papo completo no player do site!

FONTE: http://radios.ebc.com.br/natureza-viva/2019/11/no-dia-do-rio-o-natureza-viva-sauda-wuatu

Nova série do Canal Curta! aborda a consciência muito além do ser humano

Por Roberto Scalon -26 de novembro de 2019


Cientistas, filósofos, psicólogos, espiritualistas e ativistas sociais. Todos especialistas no tema da consciência, mas com abordagens por diferentes perspectivas. Assim se dá o enredo de “Consciência³”, nova série do Canal Curta! com direção de Renato Barbieri e estreia marcada para esta quinta (28). Pensadoras e pensadores refletem sobre o fenômeno universal da consciência.
A série tem como objetivo aprofundar o tema universal da consciência, com base no testemunho de pensadores e pensadoras, “pessoas realmente conectadas com o conhecimento universal”, de acordo com Renato. Um elenco estruturado que de fato se debruça sobre o tema, escolhidos a dedo de forma equilibrada entre gêneros e com presença essencial afro-brasileira e indígena. Nas palavras do diretor, “o elenco está no geral sintonizado com a Rede da Vida e não se encontra encarcerado pela mentalidade antropocêntrica. A série Consciência³ nos fala da Vida e de nosso tempo atual, cada vez mais vertiginoso”.
Entre os nomes escolhidos, o neurologista Antônio Damásio, o cientista espiritualista Fritjof Capra, o cientista de sistema Gaia Antônio Nobre, o pensador indígena Ailton Krenak, a filósofa Scarlett Marton, o historiador Luiz Marques, o psicólogo Guto Pompéia, o cosmologista Luiz Alberto Oliveira, a pensadora Lia Diskin, o filósofo Roman Krznaric, o psicólogo Roberto Gambini, o agroflorestal Ernst Götsch, o ativista Edgard Gouveia Júnior e outras pessoas notáveis.
“Consciência³” estreia dia 28 de novembro, às 23h no Canal Curta!.

FONTE: https://acessocultural.com.br/2019/11/serie-aborda-a-consciencia-muito-alem-do-ser-humano/

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Conheça tudo sobre Consciência, nova série do canal Curta!

Por
Daniela Carrano -
14/11/2019

Cientistas, filósofos, psicólogos, espiritualistas e ativistas sociais. Todos especialistas no tema da consciência, mas com abordagens por diferentes perspectivas. Assim se dá o enredo de Consciência, nova série do Canal CURTA! com direção de Renato Barbieri. Pensadoras e pensadores refletem sobre o fenômeno universal da consciência.

A série tem como objetivo aprofundar o tema universal da consciência, com base no testemunho de pensadores e pensadoras, “pessoas realmente conectadas com o conhecimento universal”, de acordo com Renato. Um elenco estruturado que de fato se debruça sobre o tema, escolhidos a dedo de forma equilibrada entre gêneros e com presença essencial afro-brasileira e indígena. Nas palavras do diretor, “o elenco está no geral sintonizado com a Rede da Vida e não se encontra encarcerado pela mentalidade antropocêntrica. A série Consciência nos fala da Vida e de nosso tempo atual, cada vez mais vertiginoso”.

Divida em cinco episódios, a série estreia dia 28 de novembro no canal. Confira abaixo a sinopse de todos os episódios:

1º Episódio

Neste primeiro episódio, os entrevistados expressam diferentes concepções da consciência ao longo da evolução e discorrem sobre o funcionamento desse misterioso atributo da Vida que, ao contrário do que professa a mentalidade antropocêntrica, não é uma exclusividade da nossa espécie, o Sapiens. Expressam sobre o desafio da expansão da consciência em tempos obscurantistas. Com Antônio Damásio, Scarlett Marton, Guto Pompéia e convidados.

2º Episódio

No segundo episódio da série, os entrevistados se debruçam sobre a que seria ter a consciência “do outro”, explanando sobre a necessidade da inclusão, as graves consequências da intolerância ao diferente e como a empatia é um marco na evolução da Vida. Com Lia Diskin, Edgard Gouveia Júnior, Roberto Gambini, Roman Krznaric e convidados.

3º Episódio

Este terceiro episódio, trará à tona a discussão sobre a importância de tomarmos consciência de que fazemos parte de uma intensa e complexa rede de interdependência da qual todos os seres – Sapiens ou não – fazem parte: a Rede da Vida. Mostra ainda como a mentalidade antropocêntrica se tornou uma grande armadilha. Com Ernst Götsch, Luiz Fernando Scheibe, Rita Mendonça e convidados.

4º Episódio

No quarto episódio da série, reflete-se sobre o papel fundamental da consciência na Ciência, em especial em tempos de fundamentalismos de toda ordem. Para bem longe das proposições de “terra plana” e embasado pela mais contemporânea visão científica, confronta o Sapiens com o Cosmos. Com Antônio Nobre, Luiz Alberto Oliveira, Luiz Marques e convidados.

5º Episódio

No quinto episódio, reflete-se sobre a emergência de uma consciência planetária diante de um mundo cada vez mais intoxicado. Ressalta o valor incalculável da Vida, a visão planetária e a beleza e a potência da diversidade humana como essenciais para a preservação de um ecossistema sadio em contraposição ao sombrio panorama climático e de mega-extinção que se apresenta. Com, Ailton Krenak, Fritjof Capra, Mônica Pilz Borba e convidados.
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Fonte: https://observatoriodeseries.bol.uol.com.br/noticias/2019/11/conheca-tudo-sobre-consciencia-nova-serie-do-canal-curta

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Terceiro episódio da série de vídeos de Ecoa "Cada ação importa"... VÍDEO



No terceiro episódio da série de vídeos de Ecoa "Cada ação importa", sobre iniciativas e atitudes que contribuem para um mundo melhor, o ambientalista, escritor e líder indígena Ailton Krenak fala sobre a importância de entender a Terra como parte de nós, seres humanos. "Se você disser que a natureza é um recurso, ela é um recurso para que e para quem? Além desse grave equívoco de acreditar que a natureza é um recurso, ele vem acompanhado de uma outra percepção: de que a natureza é uma coisa diferente de nós, os seres humanos", diz. O escritor, que lançou em junho deste ano o livro "Ideias para Adiar o Fim do Mundo", faz uma reflexão sobre a humanidade e a natureza nos tempos atu... - Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/ailton-krenak/#tematico-1?cmpid=copiaecola


Vídeo da entrevista no link: https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/ailton-krenak/#tematico-1




FONTE: https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/ailton-krenak/#tematico-1?cmpid=copiaecola